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Jornal Rede Metrópole
Litoral:
05/01/2026 |
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Fotos: Reprodução Internet
COTA MÁXIMA DE IMPORTAÇÃO E TAXA
DE 55% NA CARNE BRASILEIRA:

A China anunciou uma tarifa
de 55% sobre a carne bovina importada do Brasil a partir de 2025,
caso as exportações ultrapassem a cota anual estabelecida de 1,1
milhão de toneladas. Essa medida visa proteger a indústria local e
foi motivada pela desaceleração econômica chinesa, que reduziu o
consumo interno e gerou excesso de oferta.
As
medidas começaram a valer à partir de 1º e janeiro de 2026, o que
vai gerar um impacto direto na quantidade de exportação da carne
brasileira, pois o Brasil é o principal fornecedor de carne para a
China.
IMPACTO PARA O BRASIL:
A partir de janeiro de
2026, cada país terá uma cota para exportar carne para a China com
as tarifas atuais. Se um país vender mais que sua cota, o volume
extra terá uma sobretaxa de 55%. Para o Brasil, a cota será de 1,1
milhão de toneladas. As regras valerão por três anos, com as cotas
aumentando gradualmente nesse período.
O impacto no mercado
brasileiro é grande. A China é o principal destino da carne bovina
brasileira, comprando quase metade do total exportado. A cota de 1,1
milhão de toneladas definida para 2026 é cerca de 40% menor que o
volume que o Brasil já vende atualmente ao país. Isso pode tornar o
excedente menos competitivo e forçar uma reorganização no setor.
- A tarifa adicional pode reduzir a competitividade da carne
brasileira no mercado chinês.
- O Brasil pode precisar redirecionar volumes para outros mercados,
o que pode afetar os preços do boi gordo e as margens dos
frigoríficos.
- A medida pode frear investimentos na cadeia produtiva brasileira.
Embora as tarifações possam
desacelerar as exportações para a China, ao consumidor brasileiro,
essa condição não deve afetar em uma diminuição de muito impacto no
preço da carne, pois as quantidades de carne que deveriam ser
exportadas para a China, deverão ser reorganizadas e enviadas para
outros países que mantêm cotas maiores de importação, como a
Argentina e o Uruguai.
As cotas chinesas são
específicas por país e atingem outros grandes exportadores, como
Argentina, Uruguai e Austrália. O governo chinês ressaltou que a
ação não visa um país específico, mas sim dar um alívio ao seu setor
doméstico para que ele possa se adaptar. A decisão ocorre em meio a
outras tensões comerciais de Pequim, especialmente com a União
Européia.
As cotas anuais para outros países são: Argentina, 550
mil toneladas; Uruguai, 324 mil toneladas; Austrália, 200 mil
toneladas e Estados Unidos, 164 mil toneladas. A tarifa estará em
vigor de 2026 a 2028 e pode ser revista anualmente. O governo
brasileiro e o setor de carnes estão trabalhando para mitigar os
efeitos dessa medida.
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