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ENTENDA O CONFLITO NO IRÃ:
As
forças armadas dos Estados Unidos e de Israel atacaram o Irã, na
madrugada de sábado (28 de fevereiro), iniciando uma guerra contra o
país do Oriente Médio. Os bombardeios que atingiram diversas cidades
iranianas mataram o chefe de estado e líder religioso máximo, o aiatolá
Ali Khamenei.
Os
ataques prosseguiram nos dias seguintes, por meio de bombas aéreas,
mísseis disparados de território israelense e de embarcações de guerra
norte-americanas. O Irã revidou, lançando bombas sobre Israel e sobre
alvos norte-americanos, espraiando prejuízos pela região: foram
atingidas áreas no Iraque, Catar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Omã.
O grupo
libanês Hezbollah, aliado do Irã, lançou bombas contra Israel, que
bombardeou suas posições no Líbano. O Irã financia e apóia grupos
terroristas que enfrentam Israel na região. O Hezbollah é o principal
deles.
Desde 2023, Israel e Hezbollah vinham trocando ataques.
Houve um cessar-fogo em outubro de 2024, mas os confrontos voltaram após
a nova escalada contra o Irã feita no fim de semana. Hoje, em resposta,
a fronteira do Líbano está cercada por militares israelenses.
O
argumento oficial de Washington e de Tel Aviv é que o ataque aconteceu
porque o programa nuclear iraniano representa uma ameaça. O temor é que
o Irã esteja se aproximando da capacidade de produzir uma arma nuclear.
Hoje, nove países possuem armas nucleares: Estados Unidos, Rússia,
China, França, Reino Unido, Índia, Paquistão, Coreia do Norte e Israel.
Vale lembrar que o Irã sempre negou que esteja buscando desenvolver uma
bomba.
Em
2015, o governo de Barack Obama assinou um acordo com o Irã. Nele, o
país limitava seu programa nuclear e aceitava fiscalização
internacional. Em troca, teria alívio de sanções econômicas. Em 2018, no
primeiro mandato, Donald Trump quebrou esse acordo. Sem o pacto, o Irã
passou a ampliar o enriquecimento de urânio. Em 2025, houve um aumento
da tensão nesse assunto e os EUA atacaram instalações nucleares
iranianas. Desde então, tentavam negociar novos limites e, em fevereiro
deste ano, os dois países tentaram negociar em reuniões, mas houve uma
queda de braço: Os americanos exigiam redução drástica do
enriquecimento, entrega do estoque acumulado e desmonte de instalações
estratégicas. O Irã dizia que não abriria mão do direito de enriquecer
urânio. Logo, os ataques ocorreram após várias rodadas de negociações e
quando elas ainda estavam em curso - havia uma reunião marcada para
segunda-feira (2).
Além do
líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, chefes militares do país
também morreram em bombardeios atribuídos aos Estados Unidos e a Israel.
De acordo com a TV estatal e agências oficiais, o chefe do Estado-Maior
das Forças Armadas, Abdolrahim Mousavi, e o ministro da Defesa, Aziz
Nasirzadeh, foram mortos em um ataque aéreo enquanto participavam de uma
reunião do Conselho de Defesa, no sábado. As autoridades persas também
relataram a morte do comandante da Guarda Revolucionária, Mohammad
Pakpour, e de Ali Shamkhani, ligado ao Conselho de Defesa. O presidente
iraniano, Masoud Pezeshkian, por sua vez, está vivo, bem como o chefe do
Judiciário, Gholamhossein Mohseni Ejei.
As
Forças de Defesa de Israel confirmaram a morte de Hussein Makled, chefe
do quartel-general de inteligência do grupo terrorista Hezbollah, em um
"ataque preciso" realizado em Beirute na segunda- feira, (2).
Uma
reportagem no jornal O Antagonista diz que o perfil oficial do Centro de
Comando dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou nesta segunda-feira, 2,
ter destruído os onze navios iranianos atracados no Golfo de Omã. O
perfil oficial do Centro de Comando dos Estados Unidos (CENTCOM)
anunciou nesta segunda-feira, 2, ter destruído os onze navios iranianos
atracados no Golfo de Omã. Segundo o comando, a ação marca o fim do
“assédio” e dos “ataques” do regime iraniano contra a navegação
internacional na região. “Há dois dias, o regime iraniano tinha 11
navios no Golfo de Omã; hoje, não tem NENHUM. O regime iraniano tem
assediado e atacado a navegação internacional no Golfo de Omã há
décadas. Esses dias acabaram. A liberdade de navegação marítima tem sido
a base da prosperidade econômica americana e global por mais de 80 anos.
As forças americanas continuarão a defendê-la”, diz a publicação.
O Golfo
de Omã é uma das áreas mais estratégicas por conectar o Oceano Índico ao
Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. É
considerada uma “porta de entrada” para uma das principais rotas
energéticas do mundo. Qualquer ataque à região pode influenciar no preço
do petróleo, e por isso, o golfo é monitorado de perto pelos Estados
Unidos.
O
petróleo Brent registrou altas entre 7% e 13% nas aberturas de mercado
após os ataques. A grande incógnita para os analistas reside na duração
do conflito e na integridade logística das rotas de escoamento. Rogério
Ceron, secretário do Tesouro Nacional, foi enfático nesta segunda-feira
(2): "A escalada da guerra no Oriente Médio pode afetar a economia
brasileira, caso o preço do petróleo ultrapasse os US$ 100". Ele
ponderou, entretanto, que no patamar atual — entre US$ 75 e US$ 85 — o
risco inflacionário imediato ainda é contido pela valorização recente do
real.
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