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"ADDIO, FIORITO ASIL", ÁRIA DA ÓPERA
MADAMA BUTTERFLY, (GIACOMO PUCCINI):
SOBRE A ÁRIA:
A ária "Addio,
fiorito asil" é uma das mais famosas da ópera
"Madama Butterfly" de Giacomo Puccini.
Ela é cantada por Pinkerton, o oficial naval americano, no segundo ato da
ópera. Na ária, Pinkerton expressa seu arrependimento por ter abandonado
Cio-Cio-San, a jovem japonesa com quem se casou e que ele chama de Madama
Butterfly. Ele reconhece a beleza do lar que deixou e lamenta a dor que
causou, mas também expressa sua incapacidade de mudar o passado e voltar
para ela.
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"Addio,
fiorito asil" (Adeus, lar florescente) é cantada por
Pinkerton após seu retorno ao Japão. Ele está no jardim da casa onde
viveu com Butterfly e se confronta com as lembranças do passado. A ária
é um momento de introspecção e remorso, onde Pinkerton expressa sua
tristeza e arrependimento pela forma como tratou Butterfly e pelo
sofrimento que causou.
Esta ária é um momento crucial
na ópera, onde Pinkerton confronta as conseqüências de suas ações e
expressa seu arrependimento por ter abandonado Madama Butterfly. É uma
ária poderosa e emocionante que mostra a complexidade do personagem de
Pinkerton e a tragédia que se desenrola na ópera. |
LETRA OFICIAL EM ITALIANO E TRADUÇÃO
PARA O PORTUGUÊS:
LETRA OFICIAL EM ITALIANO:
Addio fiorito asil,
di letizia e d'amor.
Sempre il mite suo sembiante
con strazio atroce vedrò.
Addio, fiorito asil,
non reggo al tuo squallor,
ah, non reggo al tuo squallor.
Fuggo, fuggo: son vil!
Addio, non reggo al tuo squallor,
ah! son vil, ah! son vil!
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LETRA EM PORTUGUÊS:
Adeus, refúgio florido,
de alegria e amor.
Eu sempre verei seu rosto gentil
com tormento atroz.
Adeus, refúgio florido,
Eu não suporto sua miséria,
ah, eu não suporto sua miséria.
Eu fujo, eu fujo: eu sou covarde!
Adeus, eu não suporto sua miséria,
ah! Eu sou covarde, ah! Eu sou covarde! |
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RESUMO DA ÓPERA:

A história se passa em Nagasaki, Japão, por volta de
1900. O Japão era um país quase totalmente isolado do resto do mundo, até
que por volta de 1870 um presidente americano mandou uma expedição de
reconhecimento a Sua Majestade Imperial, cujo intuito era forjar laços de
amizade com o Império do Sol Nascente. Nas décadas que se seguiram, vários
oficiais da marinha americana visitaram o Japão e contraíram matrimônios
temporários com jovens japonesas. A história de Cio-Cio-San (Butterfly, ou
Borboleta), portanto, se baseia em fatos, e descreve as trágicas
conseqüências de um desses matrimônios contraídos com leviandade.

Ato I
Benjamin Franklin Pinkerton, oficial da marinha dos Estados Unidos em
Nagasaki, acaba de fazer um excelente negócio: comprou não somente uma casa
na colina, com vista para o mar e o porto de Nagasaki, mas também leva de
brinde uma jovem, Cio-Cio-San (Butterfly), de apenas quinze anos de idade,
que irá morar com ele na casa. Goro, o agente imobiliário e matrimonial,
mostra a Pinkerton sua nova casa, quando chegam Suzuki, sua nova serva, aia
de Butterfly, e Sharpless, cônsul dos Estados Unidos em Nagasaki. Pinkerton
oferece um uísque ao amigo, e explica a ele o negócio que acaba de fazer.
Sharpless o adverte, porém, de que seria um grande pecado machucar os
sentimentos da garota, que parece acreditar na seriedade desse casamento e
está perdidamente apaixonada por ele. Pinkerton, numa atitude
discriminatória e ignorante, ergue um brinde ao dia em que se casará de
verdade com uma esposa americana.
Chega Butterfly com suas amigas, que cantam um hino à beleza da paisagem e à
ternura das garotas do Japão, enquanto Cio-Cio-San canta seu amor por
Pinkerton. Chegam convidados, os parentes todos de Butterfly, com exceção do
tio, um monge budista que se opõe a esse casamento. Butterfly, porém,
confessa que visitou a missão americana em Nagasaki e se converteu à
religião de Pinkerton - prova da sinceridade dos seus sentimentos.
A cerimônia de casamento de Butterfly e Pinkerton é interrompida pela
chegada do tio bonzo, que ficou sabendo que Butterfly havia renunciado à fé
dos seus antepassados, e lança uma maldição contra ela. Butterfly chora, mas
é consolada pelo marido. Os convidados se retiram, e Butterfly e Pinkerton
estão finalmente a sós. A noite cai. Segue-se um dueto de amor entre ambos.
Ato II
Pinkerton regressou aos Estados Unidos; prometeu, porém, que voltaria
"quando os pintarroxos fizerem os seus ninhos". Já se passaram três anos.
Butterfly chora, e Suzuki reza o tempo inteiro, ajoelhada diante da imagem
do Buda. Suzuki diz a Butterfly que suspeita que seu marido não voltará
mais. "Não se preocupe, minha amiga Suzuki, pois meu bem amado voltará. Será
que você não tem fé?", responde Butterfly. Ela chora, mas não perde a
esperança: Un bel dì vedremo - um belo dia veremos um fio de fumaça no
horizonte - o navio de Pinkerton!
Chega Sharpless, que traz uma carta de Pinkerton para Butterfly, cujo
objetivo é prepará-la para o golpe que ela vai receber, ao saber que ele se
casou com uma americana. Butterfly lhe pergunta quando fazem seus ninhos na
América os pintarroxos. "Não sei", responde Sharpless, "nunca estudei
ornitologia". Logo após chega Goro, trazendo um novo candidato à mão de
Butterfly: o Príncipe Yamadori, homem rico e perdidamente apaixonado por
Butterfly. Butterfly o repele com zombarias, reafirma que está casada com
Pinkerton, e manda o príncipe e o insolente Nakodo embora de sua casa.
Sharpless começa a ler a carta, mas não consegue terminar a leitura, porque
Butterfly o interrompe o tempo todo com manifestações de carinho e
fidelidade ao marido, e ele também não tem coragem de revelar-lhe a rude
verdade. Num gesto brusco, ele fecha a carta, a põe de volta no bolso, e
pergunta a ela o que ela faria se ele não voltasse. Voltaria a ser gueixa,
responde Butterfly; ou, melhor ainda - "me mataria". Sharpless pede a ela
que pare de alimentar ilusões e aceite a proposta do rico Yamadori.
Sentindo-se ultrajada, Butterfly mostra a ele o filho que ela teve com
Pinkerton, cuja existência tanto o cônsul como Pinkerton ignoravam.
Sharpless promete escrever a Pinkerton para revelar a ele a existência desse
seu filho, e se retira.
Lá fora, Suzuki golpeia Goro, acusando-o de espalhar calúnias a respeito do
filho de Butterfly, dizendo que ninguém sabe quem é o pai do garoto. Ouve-se
um tiro de canhão vindo do porto. Um navio de guerra!
Butterfly olha com seus binóculos e lê o nome do navio: é
o Abraham Lincoln, o navio de Pinkerton. Suzuki e Butterfly decoram a casa
com flores primaveris, para aguardar a chegada de Pinkerton (Scuoti quella
fronda di ciliegio, o famoso Dueto das Flores). Sem poder dormir, Butterfly
esperará a noite toda pelo marido.
Ato III
Butterfly, que não dormiu a noite inteira, canta uma cantiga de ninar para o
filho, que adormece nos seus braços. Suzuki aconselha a ela que durma
também; quando Pinkerton chegar, ela virá despertá-la. Exausta, ela por fim
cai no sono. Falta pouco para amanhecer quando batem à porta; Suzuki vai
atender, são Sharpless e Pinkerton. Pinkerton, ao ver todas as flores e ao
ouvir de Suzuki como Butterfly o esperou todos esses anos, é tomado de um
súbito remorso. De repente, Suzuki nota uma mulher no jardim, e pergunta
quem é ela. Sharpless não suporta a farsa e conta-lhe toda a verdade. Suzuki
leva as mãos ao rosto e diz: "Santas almas! Para a pequena, o sol se
apagou"! Sharpless pede a Suzuki que vá ao jardim falar com Kate Pinkerton.
Enquanto isso, este último, possuído por um remorso avassalador, por fim
reconhece que foi naquela casinha pequenina que ele conheceu a verdadeira
felicidade (Addio, fiorito asil). Pinkerton sai correndo; ele não tem
coragem de enfrentar a jovem cuja vida ele destruiu.
Butterfly desperta e, ao sair do quarto onde estava dormindo, entra na sala
e se depara com Sharpless, Suzuki, e uma mulher estranha. Suzuki chora. Num
instante, Butterfly compreende tudo. "Não! Não me digam nada. Eu já sei.
Aquela é a mulher de Pinkerton"? Kate pede a ela que lhe entregue o seu
filho. "Serei como uma mãe para ele". Butterfly promete que o entregará
dentro de meia hora. Sharpless e Kate se retiram, e Butterfly pede a Suzuki
que vá buscar seu filho. Enquanto isso, ela retira de um baú um punhal, com
o qual seu pai havia cometido seppuku, também conhecido como hara-kiri, um
suicídio ritual japonês, e lê a inscrição: "Com honra morre aquele que não
mais com honra viver pode". Suzuki volta com o garoto, e Butterfly pede a
ela que a deixe a sós com ele. Ela beija ternamente o seu filho, e pede-lhe
que nunca se esqueça da sua mãe japonesa. Venda os olhos do menino, dá-lhe
uns brinquedos para que brinque, e enfia a faca no ventre. É o fim.
PERSONAGENS:
Cio-Cio-San
(Butterfly): soprano
Suzuki
(aia de Butterfly): mezzo-soprano
B.F. Pinkerton
(tenente da Marinha dos Estados Unidos):
tenor
Sharpless
(Cônsul dos Estados Unidos em Nagasaki): barítono
Goro (nakodo)
(Agente imobiliário e matrimonial): tenor
Príncipe Yamador
(prometido à mão de Cio-Cio-Sam):
barítono
Bonzo
(monge budista), (tio de Cio-Cio-Sam):
baixo
Comissário Imperial: baixo
Notário: barítono
Kate Pinkerton
(esposa americana de Pinkerton):
mezzo-soprano
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SOBRE GIACOMO
PUCCINI:
Giacomo Puccini
nasceu em Lucca, uma comuna italiana, em 22 de dezembro de 1858 e morreu
em Bruxelas, na Belgica, em 29 de novembro de 1924).
Ele foi um compositor de
óperas italiano. Suas óperas estão entre as mais interpretadas
atualmente, entre essas estão La bohème, Tosca, Madama Butterfly e
Turandot. Algumas das árias das suas óperas, como "O Mio Babbino Caro"
de Gianni Schicchi, "Che gelida manina" de La Bohème e "Nessun dorma" de
Turandot tornaram-se parte da cultura popular. |
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