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Jornal Rede Metrópole Litoral: 26/09/2023

SOM DA LIBERDADE, O FILME QUE ESTÁ IMPACTANDO O MUNDO



 
   

 

 
 

    

     Tudo que cerca o filme Som da Liberdade faz chamar a atenção para si. Talvez isso permita analisar mais de perto, sob um escrutínio mais atento, como o longa estrelado por Jim Caviezel articula sua peculiar visão de mundo.

     As particularidades não demoram a despontar em cena. A primeira delas é que Caviezel vive uma versão ficcionalizada de Tim Ballard e logo o protagonista descobre que uma das crianças hondurenhas que ele resgata do tráfico internacional de menores tem uma medalhinha de São Timóteo, e a partir desse ponto Tim passa a ser chamado em espanhol de Timotéo no filme.  Essa codificação católica de Som da Liberdade é o que acaba diferenciando o filme dos seus pares de gênero.

     É muito curioso acompanhar como o filme do diretor mexicano Alejandro Gómez Monteverde lida com lugares-comuns cinematográficos a partir do momento em que escolhe filtrar tudo pela sensibilidade cristã. Por exemplo, em certo momento o agente obviamente entregará seu distintivo ao superior para então cumprir a jornada individualista do heroísmo. Todos os thrillers tratam essa cena como um protocolo, não importa a intensidade com que o cara bate o distintivo na mesa e fecha a porta da delegacia. Já em Som da Liberdade, os personagens dizem que “a lei é a lei” com um sabor amargo diferente.

     A estética de Som da Liberdade, muito conhecida dos filmes independentes, vem acompanhada de ingredientes visuais e convenções narrativas básicas. A direção cria uma dinâmica excessiva num enredo que jamais sai da superfície. E não sai da superfície porque não está interessado em usar o poderoso tema em discussão para ir ao cerne da nojeira da pornografia infantil. Afinal, na raiz do problema está um outro tipo de pornografia, aquela “aceitável” em sociedade; está no tabu da educação sexual nas escolas; a regulamentação da internet; a ineficiência da segurança pública para todos; a pobreza, a fome e a falta de informações que a maioria das pessoas têm sobre direitos básicos sobre todo tipo de crime desde que haja dinheiro envolvido. Mas discutir verdadeiramente o abuso sexual de menores em escala internacional é muito complexo para uma obra ancorada na criação de um homem-mito vindo da “Terra da Liberdade”.
 

     Não há polêmica em Som da Liberdade. O que se faz é contar a história de um homem, visto e representado com um grande herói cristão, capaz de resolver os problemas que o filme pincela despreocupadamente, com uma história no eixo da ação e reação.

     A mensagem de encerramento reforça a passividade da platéia, praticamente clamando para que se encontre um “novo herói local” que fará, sozinho, aquilo que as forças oficiais não fazem. Nada se questiona ou contextualiza.

 

 

Fonte: omelete.com.br/ planocritico.com

 

 

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