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O ministro do STF revogou a prisão domiciliar
de Bolsonaro após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocar uma
vigília diante da residência do ex-presidente e ser detectado uma
tentativa de violação da tornozeleira eletrônica que ele usava.
Horas
depois, Flávio reagiu à prisão, afirmando em transmissão ao vivo no YouTube que decisão "criminaliza o livre exercício da crença", manteve a
convocação da vigília e acusou Moraes: "Se meu pai morrer, a culpa é
sua". "O que está escrito aqui nessa sentença é que eu não posso orar
pelo meu pai, que eu não posso orar pelo meu país, que eu não posso
pedir a um padre para rezar um pai nosso em cima de um carro de som,
porque isso seria um subterfúgio e uma fuga do Bolsonaro", disse o
senador.
A nova
prisão preventiva foi decretada pelo STF a pedido da Polícia Federal,
que apontou risco concreto de fuga. Segundo a decisão do Supremo, esse
risco foi identificado após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocar
uma vigília em apoio ao pai nas proximidades da residência onde o
ex-presidente cumpria prisão domiciliar.
O
despacho relata que a convocação poderia gerar aglomerações capazes de
dificultar a fiscalização policial e a aplicação de decisões judiciais.
Para a Polícia Federal, a vigília poderia criar um ambiente favorável à
tentativa de fuga e à obstrução do cumprimento da prisão domiciliar, além disso, ainda segundo a decisão, o sistema de monitoramento
registrou, na madrugada deste sábado, uma ocorrência de tentativa de violação da tornozeleira eletrônica usada por Bolsonaro, o que reforçou o
entendimento de que havia risco iminente de evasão.
Bolsonaro foi condenado em setembro deste ano a 27 anos
e três meses de prisão. Ele foi considerado pelo STF como líder de uma
organização criminosa, com militares, policiais e aliados, que atuou
para impedir a transição de poder após as eleições de 2022, vencidas
pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O
ex-presidente foi declarado culpado de cinco crimes: organização
criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático
de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave
ameaça e deterioração de patrimônio tombado. Além de Bolsonaro, os
outros sete réus na ação penal também foram condenados: Alexandre
Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Mauro Cid,
Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto.
O
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lamentou a prisão
preventiva de Jair Bolsonaro, ao ser informado por repórteres neste
sábado (22/11).
Em um
primeiro momento, o líder norte-americano se surpreendeu com a notícia
ao ser questionado por jornalistas no gramado da Casa Branca e pareceu
achar que eles falavam do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Vamos nos encontrar num futuro bem próximo”, disse o americano. “Algum
comentário sobre o ex-presidente brasileiro sendo preso hoje?”,
questionou o jornalista. “Não, eu não sei de nada sobre isso. É isso que
aconteceu? Isso é uma pena. Isso é uma pena. Não, eu só acho que é uma
pena”, afirmou Trump, ai sim falando sobre Bolsonaro.
O
vice-secretário de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau,
afirmou neste sábado (22.nov.2025) que a prisão preventiva do
ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por ordem do ministro Alexandre de
Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), é “provocativa e
desnecessária”

“Os Estados Unidos estão profundamente preocupados
com seu mais recente ataque ao Estado de Direito e à estabilidade
política no Brasil: a prisão provocativa e desnecessária do
ex-presidente Bolsonaro, que já se encontrava em prisão domiciliar sob
forte vigilância e com extrema restrição de comunicação. Não há nada
mais perigoso para a democracia do que um juiz que não conhece limites
para o seu poder”, escreveu Landau no X (ex-Twitter). ...
Segundo o norte-americano, a decisão de Moraes “trouxe descrédito e
vergonha internacional ao Supremo Tribunal Federal do Brasil”. Afirmou
que o ministro é um “violador dos direitos humanos sancionado”, em
referência a aplicação da Lei Magnitsky, que estabelece punições
pessoais a autoridades estrangeiras.
Moraes foi alvo da legislação em julho; depois, sua mulher, Viviane
Barci de Moraes, também foi punida. ENTENDA A PF apontou risco de fuga
diante da fase final do julgamento da tentativa de golpe de Estado, que
condenou Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão.
Fonte: Metrópoles/ BBC
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